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Darby Destinará US$300M Para Novos Projetos Brasileiros

07/22/2005

Por:
Vanessa Adachi e Roberta Campassi
Valor Econômico
São Paulo, Brasil
www.valoronline.com.br
Categorias:
Venture Capital


Inspecção Prévia:
A gestora de fundos americana Darby Overseas pretende destinar US$300 milhões para novos investimentos em empresas brasileiras nos próximos anos. O anúncio foi feito ontem pelo principal executivo da Darby, Richard Frank, em visita ao Brasil. Essa cifra triplicará o volume aplicado hoje no país pelos seus fundos, que totaliza US$ 145 milhões. Ele aproveitou a visita para divulgar o mais recente negócio fechado pela Darby no país, a compra de uma participação acionária na TelecomNet, empresa de tecnologia de pagamento eletrônico.

Artigo:
Investimento da Darby no Brasil deve ser triplicado.

22 de julho de 2005 -- A gestora de fundos americana Darby Overseas pretende destinar US$300 milhões para novos investimentos em empresas brasileiras nos próximos anos. O anúncio foi feito ontem pelo principal executivo da Darby, Richard Frank, em visita ao Brasil. Essa cifra triplicará o volume aplicado hoje no país pelos seus fundos, que totaliza US$ 145 milhões. “Em números absolutos, o Brasil é o país onde temos o maior investimento”, afirmou.

Ele aproveitou a visita para divulgar o mais recente negócio fechado pela Darby no país. A compra de uma participação acionária na TelecomNet, empresa de tecnologia de pagamento eletrônico. O investimento foi feito pelo fundo Darby Latin American Technology Venture Fund, que tem patrimônio de US$ 30 milhões e já possuía duas empresas brasileiras em seu portfólio.

Outra novidade em gestação pela Darby para o mercado brasileiro é um fundo de dívida corporativa denominado em reais. Feito em parceria com a brasileira Stratus, ele captará recursos de investidores institucionais domésticos. “Esse fundo terá patrimônio de R$ 300 milhões”, disse Pedro Batalla, diretor da Darby. Esse valor está incluído nos US$300 milhões que serão investidos no total. O fundo está em fase de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O momento escolhido para o anúncio de novos investimentos em empresas brasileiras chama a atenção, já que o país atravessa uma grave crise política e a economia também dá sinais de desaquecimento. “Começamos os negócios no Brasil em 1995 e passamos por vários momentos de incerteza. Continuaremos a investir porque temos uma visão de longo prazo do país", comentou Frank.

A Darby atua no Brasil por meio de três tipos de fundos: private equity, tecnologia e empréstimo mezzanino. Esse último consiste em uma modalidade de investimento em renda fixa (títulos de dívida emitidos pela empresa), que incorpora algumas características de aplicação em ações, como participação nos resultados.

Segundo Piero Minardi, chefe do escritório brasileiro da Darby, na área de private equity a empresa planeja investir US$ 100 milhões no prazo de um a dois anos. Nesse segmento, há dois fundos regionais que aplicam no país e já detêm participação em companhias como a fabricante de cerâmica Cecrisa, a editora e livraria Siciliano e a rede de hotéis Atlântica.

O primeiro fundo tem patrimônio de US$150 milhões. O segundo fechou a fase de captação de US$ 175 milhões em dezembro e já investiu em uma empresa brasileira no ano passado, a Satélite Distribuidora de Petróleo. “É a sexta maior distribuidora do país, que vai faturar acima de R$ 2 bilhões neste ano”, disse Minardi.

A maior parte dos novos investimentos que a Darby pretende para o país deverá se dar no segmento de empréstimos mezzanino. Além de um fundo já ativo, a empresa tem dois outros em estruturação. Um deles será regional, para a América Latina, e terá patrimônio de cerca de US$ 250 milhões, dos quais um terço deve ser destinado a empresas brasileiras. O outro é o fundo em moeda local em parceria com a Stratus.

Batalla explicou que a grande vantagem do fundo em reais será eliminar o risco cambial dos empréstimos. Segundo ele, o alvo são companhias que não possuem um “hedge” cambial natural (exportadoras) ou que não têm capacidade de contratar hedge no mercado.

A Darby foi fundada em1994 pelo ex-secretário do Tesouro americano Nicholas Brady, autor do plano que reestruturou a dívida dos países latino-americanos nos anos 80. Em 2003 a empresa foi comprada pela Franklin Templeton, uma das maiores gestoras do mundo, com mais de US$425 bilhões administrados.